terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Diário de Caminhada - ETAPA XI: Oliveira (Mesão Frio) - Loivos do Monte (Amarante)

“Da nossa casa a Santiago de Compostela”,

Etapa XI: Oliveira - Loivos do Monte
20 de Outubro de 2013, domingo

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Depois de uma repousante noite, entrecortada por uma trovoada cerca das 05.40 h, a manhã começou às 06:30, com um apetitoso pequeno almoço no hotel. Reunidas "armas e bagagens" nas viaturas de transporte, regressamos a Oliveiras para deixar o pessoal e largar as viaturas no ponto de destino.


Reiniciámos o Caminho às 08:20 na igreja de Oliveira, logo em modo subida, em direção a Portela e depois Nostim, sempre com o vale onde corre a ribeira de Seromenha, lado a lado com a estrada. A manhâ estava húmida, com uma chuva certinha que teimava em acompanhar-nos. Ao longe, os bancos de nevoeiro entre os vinhedos permitia-nos fotos fantásticas!


A chuvinha, ia dando lugar aos primeiros raios de sol, e logo ali o arco iris começou a dominar a paisagem, ao ponto de se duplicarem! A seguir a Nostim encontramos uma igreja pequenina e um singelo cruzamento, com uma placa que indicava Ponte Cavalar.... querem lá ver que temos um ponte feita de cavalos??? :-)


Em boa descendente, entramos num caminho lajado de xisto, escorregadio quanto baste , mas bonito de percorrer. Lá embaixo encontramos a ponte, antiquíssima no seu traço, com um arco perfeito, coberto de heras que permitia uma moldura fantástica. Muito bonito.


Escondida pelo meio de um figueira, um antigo marco dita a separação de 3 concelhos: Sedielos para a direita, atrás de nós a Régua e para a esquerda, nosso destino Mesão Frio. A verdade é que não saberia nada disto, se não tivesse chegado o José, outro viticultor duriense, que se chegou á conversa, da sua modesta casa ali paredes meias com a ponte. Em discurso de quem gosta de falar, lá foi contando a sua vida enquanto nos mostrava a modesta adega.



A pendente agora era de subida, sempre por alcatrão, com destino a Mártir, uma aldeia à meia encosta entre os vinhedos da margem direita do Douro. A chuva ia dando um ar da sua graça, sempre com os bancos de nevoeiro a esconderem paisagens fantásticas, aqui e ali entrecobertas pelos raios de sol da manhã.


Sempre pela mesma cota de nível, a meia altura fazia-se a aproximação a Mesão Frio. Fazendo jus ao nome, o frio e a humidade da manhã ia-nos "entrando nos ossos", pelo que uma garrafinha de jeropiga miraculosamente surgida, deu-nos algum alento. Depois da localidade de Estrada e Quinta da Boa Vista, entramos em Mesão Frio pelas 11:00,mesmo a tempo de um reforço do pequeno almoço.



Instalados na praça central, fomos criando alguma curiosidade nos presentes, pois nao será muito habitual ver um grupo de caminheiros, fazer grandes petiscadas por ali. Recuperadas energias, devidamente acompanhadas por uma boa dose de cafeína, regressamos ao Caminho já perto das 11:45 h.



O reinicio do Caminho, marca neste ponto o abandono do Douro e das suas castas generosas, virando-nos já  para a rota do Vinho Verde e para a bacia do Tâmega. A partir daqui, à cota de 260 m incia-se a maior subida de todo o Caminho de Torres, que culmina com a chegada ao ponto mais alto desta rota, a 970 m de altitude, com o Marão ali mesmo ao lado.



Começamos com uma subida recentemente alcatroda, mas com zonas de inclinação de perto de 20%, passando pelas localidades de Anquião, Portela e Graça. Enquanto subiamos, iamos vendo lá em baixo o Douro a ficar para trás e o imenso Marão a dominar a paisagem bem na nossa frente.



Sempre em pendente marcada, aproximamo-nos de Gestaçô, onde um oportuno café permitiu-nos "matar" a sede com um par de minis, porque subir, subir, subir... faz sede! Eram 13:30, estavamos a 600m de altitude e ainda faltavam alguns kms. Mas a paisagem começava a mudar, com o surgimento das primeiras vinhas em latada e alguns espigueiros.



Depois do Fojo e Águas Mortas, os últimos algomerados de casas a cerca de 800 m, entramos nos caminhos de terra batida, rumo ao cume, onde a 970 m os aerogeradores dominam a paisagem. Apesar do vento, do frio e da humidade, a paisagem era fantástica.



Em modo descendente fomos-nos aproximando de Loivos do Monte o local onde estava previsto terminarmos mais esta etapa. Chegamos lá cerca das 15:30, registando aquilo que sabiamos ser o dia mais dificil em termos de caminhada: 22 km e perto de 900 D+, mesmo assim realizados a 4,1 km/h. Nada mau.



Seguiu-se mais um lauto almoço de grãozada com bacalhau e ovo, que fez as delicias dos presentes, pois àquela hora, o corpinho já pedia sustento. Na hora do café tivemos ainda oportunidade de conhecer melhor as gentes locais, com uma cachopa de pouco mais de 30 anos a destacar-se, por estar em plena conversa com os demais e a... cozer sapatos à mão de uma forma frenética. Um parco ganha pão de 50 centimos,cada 5 pares cozidos... à mão!



Próxima etapa: conquista da ponte de S. Gonçalo de Amarante

Texto e fotos de Fernando Micaelo
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Diário de Caminhada - ETAPA X: Lamego - Oliveira (Mesão Frio)


“Da nossa casa a Santiago de Compostela”,

Etapa X:  Lamego - Oliveira (Mesão Frio)
19 de Outubro de 2013, sábado


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Já decorreu quase 1 mês desde que realizamos mais um par de etapas na senda rumo a Santiago. Foi um mês intenso de trabalho académico, entrando numa fase que já cheira a fim! Como o povo diz, estamos mesmo a "esfolar o rabo"!


Dai todo este mais que justificado atraso. Mas cá vai um pequeno relato, daquilo que é uma bonita aventura, desta vez em plenas terras durienses, onde a vinha, a montanha e o rio dominam a paisagem. Numa palavra simples: "Lindo"!
O dia começou cedo. Madrugar é preciso se queremos chegar ao ponto de partida com o raiar do sol. Porque é com os primeiros raios, que toda a paisagem costuma revelar-se, encher-nos o olho de bonitas paisagens e a alma de liberdade. E não nos defraudou!

Saímos de Castelo Branco ás 04:10 e às 06:15 estávamos em Lamego. A chuva, fonte da vida, almejada por quem tem na terra o seu sustento, fez-nos companhia ao longo da mesma. Mal sabíamos que nos ia acompanhar de forma intermitente ao longo de todo o fim de semana!
Organizados os transportes e colocadas as viaturas no local de destino - Oliveira, já para lá do Peso da Régua, iniciámo-nos no Caminho pelas 07:30, pelas estreitas ruas de Lamego, que caracterizam a sua parte alta, em direção ao castelo da cidade, conhecida por Almacave. Uma parte do tecido urbano provavelmente menos conhecido, mas plena da mesma beleza que caracteriza toda a cidade. A vista daqui é magnifica!

A saída da cidade faz-se por terrenos agrícolas, em que um bonito cruzeiro serviu de ponto de foto de grupo. Daqui em pendente descendente e já pelo meio de imensas vinhas, seguíamos em direção a Souto Covo e Sande, já com o dia a despontar em toda a sua força e esplendor.
Aqui, a confusão quase se instalou ao depararmos com setas em direções opostas, sendo uma a do verdadeiro caminho milenar e a outra indicativa de um caminho mais curto, provavelmente por força das peregrinações a Fátima. Mas, decididamente, estamos nisto para calcorrear os caminhos milenares, porque é neles que se encontram os recônditos monumentos e paisagens que o caracterizam. E ainda bem que a nossa tónica é esta!

Reorganizado o grupo, à saída de Sande encontramos um duriense de gema, António de seu nome , já com algumas 60 primaveras, que da porta da sua "modesta" adega, ali paredes meias com o Caminho, nos convidou a entrar.

O intenso cheiro a mosto e a vinho não nos defraudou. Entre inúmeras garrafas, os 6000 l de vinho "normal" e cerca de 80 l de aguardente, repousavam algumas pipas com 600 l do fabuloso néctar, conhecido comercialmente por Vinho do Porto , mas ali, vincadamente, vinho generoso!
Como vinho generoso, o amigo António quis provar-nos de onde vem  tão puro adjetivo. Generosamente, com recurso a um jarro daqueles que as nossas avós utilizavam para a água de lavar a cara, encheu-o de uma das bicas e com um garboso sorriso encheu-nos os copos com um néctar daqueles que não conhecemos em lado nenhum... aveludado, com o toque certo de álcool, com o sabor imenso das uvas de xisto, que a região demarcada apregoa. Sublime!

Mas o tempo corria e ainda tínhamos muto pela frente. Com uma alegria liberta pelo efeito generoso, descemos até ao vale do Varosa, num local chamado Sala de Audiências do Diabo, dominada a jusante com o paredão da barragem e lá bem em baixo pela lindíssima ponte romana que atravessa o rio.
Eram 10:10 h mas a sensação é que o tempo aqui parou com todas aquelas marcas de romanização, lado a lado com uma pequena capela dedicada ao N. Sr. da Boa Morte. Percebe-se bem porque o Caminho passa aqui! Icónico!

Depois de um workshop sobre geocaching, iniciámos a subida do vale até Valdigem, onde às 10:45, o nosso carro de apoio nos esperava para mais um pequeno almoço daqueles que nem nos hotéis de 5 * apanhamos! Ótimo!
Saídos de Valdigem, o Caminho embrenha-se nas inúmeras quintas, plenas de vinhedos, montes e vales, até onde a vista chega! Os rios Corgo e Varosa embrenham-se nesses vales, sempre bem lá embaixo. A sensação é de estarmos no topo do mundo, com todo a vinha aos nosso pés. Lá ao fundo o Douro brilhava com as 3 pontes de Peso da Régua a dominarem a paisagem. Estamos definitivamente no fabuloso património da humanidade conhecido pelo Alto Douro Vinhateiro!

Eram 12:40 e a travessia do Douro faz-se pela ponte pedonal, que deveria ter servido para linha de Caminho de Ferro mas que nunca iniciou funções. Outros tempos, em que a crise soberana de Portugal ditou o abandono de inúmeras obras públicas. Um filme antigo, que agora estamos novamente a viver. Portugal é mesmo um destino de gente sem escrúpulos que se intitulam dirigentes de uma nação. Adiante!
Peso da Régua fervia de atividade turística, apesar do dia húmido e chuvoso que começava a dar sinais de querer piorar. Depois de um café junto ao rio, fizemos toda a zona ribeirinha, em direção ao ponto que marcava a subida mais dura do dia, que nos levaria a Sergude.

Em Sergude, depois de recuperarmos um pouco as forças, reiniciam-se as "hostilidades" com mais um imponente subida até Fontelas. Contudo, quem muito sobe, sabe que as vistas tornam-se cada vez mais bonitas. E apesar da chuvinha miudinha que ia caindo, era possível ver bonitos vinhedos.
De Fontelas a Oliveira, o Caminho faz-se por alcatrão, mas nem por isso é menos interessante, pois encontramos outro duriense, o sr. Diamantino que sem ser viticultor, tem no produto da safra da vinha, o seu ganha-pão. Entramos numa secular oficina de tanoeiro, onde as madeiras ganham forma e estanquicidade para acolher o generoso e dar-lhe corpo e alma!

Às 15:30 estávamos no sopé da Igreja de Oliveira onde demos por findo o 1º dia, com 22 km, 650 m D+, a uma simpática média de 4,1 km/h. Seguiu-se o opíparo almoço e o regresso a Peso da Régua onde o Hotel Império nos iria dar guarida. Durante o resto da tarde e noite, foi tempo de conversa da boa, umas jolas para eliminar os "ácidos lácticos", e um divertido jantar no restaurante Gato Preto.
  

Texto e fotos de Fernando Micaelo
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

INSTANTÂNEOS - VIII

O percurso atravessava o subúrbio de uma pequena aldeia por entre quintinhas e vivendas profusamente ornamentadas com bonitas e variadas flores. O sol brilhava num céu limpo, de azul profundo, a temperatura era amena, o ambiente entre os caminhantes peregrinos era descontraído e bem disposto. O tema de conversa desembocou nas mini-férias que o casal Pintassilgo tinha gozado na semana anterior. Os dois, só os dois, sem empecilhos. Foram arrulhar, propôs alguém, foram nidificar, avançou outro alguém, foram dar umas depenicadas, atreveu-se um terceiro alguém. A resposta mantinha-se muda, feita de sorrisos escondidos e olhares cúmplices.

O macho Pintassilgo, todavia, não resistiu ao impulso e, entre o provocador e o exibicionista, surripiou 4 pés de hortênsia, compôs um rápido mas formoso ramo e foi oferecê-lo à fêmea Pintassilgo acompanhado de um breve encontro de bicos.

O gesto mereceu o aplauso geral. Que devia servir de exemplo e ser seguido por outros machos cujas fêmeas também estavam presentes. O macho Branco foi determinado na recusa:

- Nem pensar, eu não ofereço flores nenhumas à minha querida.

Provocou espanto e desaprovação geral tamanha desfaçatez, tendo-se mesmo ouvido alguns assobios. Serenados os ânimos, ele explicou:

- Eu não ofereço flores à minha amada esposa porque não quero que ela pense que eu a vejo como uma jarra.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Diário de Caminhada - ETAPA IX: Moimenta da Beira - Lamego

“Da nossa casa a Santiago de Compostela”,

Etapa IX: Moimenta da Beira - Lamego
22 de setembro de 2013, domingo


Caminhantes: Benvinda Monteiro, Carlos Matos, Fernando Gaspar, Fernando Micaelo, Guida Mendes, Anselmo, Jaime Matos, Joaquim Branco, Luisa, Paula Marques, Sãozita Branco, Zé Manel Machado. No apoio, Piedade e João.

Sinopse:

Inicio em Moimenta da Beira: 06:43 horas
Distância percorrida: 28,8 km
Tempo total de caminhada: 08:36 horas
Tempo a andar: 06:33 horas
Tempo parado: 02:03 minutos
Velocidade média: 4,4 km/h
Altitude máxima: 842 metros (perto de Sarzedo)
Subida acumulada: 694 metros
Descida acumulada: 874 metros

Povoados e locais de referência ao longo do percurso:, Moimenta da Beira, Solar dos Guedes/Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro, Beira Valente, Sarzedo, Granja Nova, Ucanha, Ponte e Torre fortificadas sobre o rio Varosa, Mosteiro de Salzedas, Eiras Queimadas, Várzea dos Abrunhais, Lamego, Casa das Brolhas, Sé Catedral de Lamego, Santuário da Senhora dos Remédios.

Acumulado:
Caminho: 240,2 Km
Bacias hidrográficas: Tejo, Zêzere, Mondego, Távora, Varosa, Balsemão, Douro.
Distritos: Castelo Branco, Guarda, Viseu.
Concelhos: Castelo Branco, Fundão, Covilhã, Belmonte, Manteigas, Guarda, Celorico da Beira, Trancoso, Aguiar da Beira, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego. 

Fonte: GPS de Joaquim Branco
(ver track aqui)

Pernoita em Vila da Ponte, com a companhia do som caracteristicamente  sincopado de uma discoteca vizinha. Retoma do caminho, junto à Câmara Municipal de Moimenta da Beira rumo a Lamego. Com Aquilino, sempre ele, continuamos gastando as sandálias por terras do demo, pisando algumas das “aldeias montesinhas que moram nos picotos da Beira, olham a Estrela, o Caramulo, a cernelha do Douro”. Havemos de constatar que estas terras já não são «“terras bárbaras”, situadas longe do tumulto civilizacional». Aquilino, se o intentasse agora, teria de inventar um malhadinhas bem diferente.







Nas cotas médias das encostas persistem os pomares de macieiras, que os caminhantes, despudoradamente, aproveitam para desjejuar. Percurso tranquilo até Beira Valente, iniciando-se aí a subida mais pronunciada que nos levaria até aos 842 metros de altitude no final do caminho agrícola Nicho-Sarzedo. Daqui até Granja Nova o caminho prossegue por trilhos estreitos ladeados de denso mato e pouco limpos. O jardim desta localidade ofereceu excelentes condições para o reforço gastronómico matinal. Já saturados de maçãs, os caminhantes peregrinos atiraram-se alegremente ao branquinho, ao tinto, ao lúpulo – alguns até á água – para empurrar empadas e pastéis, fritos da horta, queijo, enchidos e, estrela da mesa, as lascas surripiadas à guitarra nalguda porcina com que a Luísa nos surpreendera já no dia anterior. Foram afiadas e experimentadas várias navalhas e sucederam-se os cortadores: mais grosso, mais fino, a conclusão foi que estava muito bom.





Os músculos de travagem iriam aquecer para vencer o desnível abrupto de 200 metros em cerca de 3 quilómetros até Ucanha onde nos esperava a magnífica e imponente torre pertencente ao mosteiro de Salzedas, na margem direita da ponte sobre o rio Varosa. É histórico um documento régio do séc. XIV que determinava a obrigatoriedade da passagem na ponte e o pagamento de portagem, a qual viria a ser abolida apenas nos primeiros anos do sec. XVI. Ucanha orgulha-se também de ser a terra natal de Leite de Vasconcelos, pioneiro e figura incontornável da linguística, antropologia (e das associadas etnografia e etnologia) e arqueologia em Portugal.

Do outro lado do rio Varosa, a freguesia de Gouviães marca o início de uma série de subidas e descidas que muito arreliaram os gémeos dos caminhantes peregrinos. A paisagem começa a transfigurar-se na cultura dominante do Douro. Depois dos soutos de Sernancelhe, dos pomares de macieira de Moimenta, eis os primeiros sinais do Douro: vinhedos alinhados,  em geral bem cuidados e carregados de uvas.



Vencidas as localidades de Eira Queimada e Várzea dos Abrunhais, a extensão do sistema montanhoso de Montemuro sobranceira a Lamego começa a distinguir-se e, no horizonte norte, bem visível e imponente, a “gamela emborcada” do monte Marão. O rio Balsemão recebe-nos junto à capela da Srª dos Meninos em dia de procissão. Duas formosas septuagenárias haviam de nos ameaçar:
- Não vêm para a procissão da Senhora dos Meninos? Fazem mal, porque é uma coisa muita linda, das mai lindas que cá temos.



A hora tardia de chegada – já batidas as 3 da tarde – e o cansaço de uma longa e acidentada tirada, não facilitaram a ronda pelo rico e vasto património de Lamego. Todavia, ainda foi possível apreciar a Casa das Brolhas, um edifício cuja frontaria se reveste de elementos decorativos peculiares, e, naturalmente, a Sé Catedral (sec. XII), estabelecida como final da etapa. Tão pouco já havia forças, vontade e tempo para atacar o escadório do Santuário da Senhora dos Remédios. Ficámo-nos pelo almoço alancharado à sua sombra.