quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

ALBERGUE DOS AMARELOS

A via Portugal Nascente já está a dar sinais de ser percorrida por muitos peregrinos.
E o "albergue" dos Amarelos já está a cumprir a sua função.
Desde a sua inauguração em maio de 2018, já foi utilizado por 33 peregrinos.

Eis as primeiras estatísticas, a partir do livro de registos:

2018 - 9 peregrinos
2019 - 24 peregrinos
O peregrino mais velho já completara 73 anos
O peregrino mais novo ainda não tinha chegado aos 16

Em 2018, pernoitaram nos Amarelos:
Portugueses - 7
Alemães - 2 
Em 2019, pernoitaram
Portugueses - 14
Polacos - 7
Espanhóis - 3
 O mês com mais registos foi Agosto de 2019:


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

CAMINHO INTERIOR PORTUGUÊS 1/3


CAMINHO INTERIOR PORTUGUÊS: Peso da Régua – Santiago

Plano plurianual: cumprir o Caminho Interior Português, a partir do Peso da Régua, por 3 jornadas, a primeira em 2019, segunda em 2020, terceira em 2021, que é ano JACOBEO.

2019 - 1/3: Régua Chaves

Etapa 1 -02/06/2019
Peso da Régua - Santa Marta de Penaguião
Etapa 2 -03/06/2019
Santa Marta de Penaguião – Vila Real
Etapa 3 -04/06/2019
Vila Real – Vila Pouca de Aguiar
Etapa 4 -05/06/2019
Vila Pouca de Aguiar - Vidago
Etapa 5 -06/06/2019
Vidago - Chaves

Caminhantes: 
Anselmo Cunha, Elsa Maia, Felizarda Lourenço, Fernando Micaelo, Gena Cabaço, Jaime Matos, Joaquim Branco, Manuela Gomes, Nulita Lourenço, Paula Marques, Raul Maia, São Pires.





Etapa 1 -02/06/2019
Peso da Régua - Santa Marta de Penaguião
Distância: 10 km
Média: 4.1 km/h

Viagem em comboio, entre Castelo Branco e o Peso da Régua, na primeira parte com o Tejo às 9, na terceira, com o Douro às 3. No meio, Entroncamento-Campanhã.
Ainda que as instruções tivessem sido dadas no sentido de cada um acautelar uma buchazita para repartir, o facto - nada surpreendente -, é que apareceu comida para todo o Regimento. O cenário foi montado em plena estação de Campanhã, revelando uns beirões exibicionistas de algumas das suas iguarias. Registe-se: chouriça, presunto, empadas de galinha e de porco, pastéis de carne, courgete e cebola frita, rissóis, ovos verdes, salgados de chouriço, bolos variados, fruta variada, vinho…
O troço entre a Régua e Santa Marta de Penaguião é curto – cerca de 10 km -, mas algo penoso nos primeiros 6, sempre em modo ascendente desde o Douro. O cansaço foi imediatamente esquecido quando demos com a Festa em honra de Santa Bárbara que acontecia em S. João de Lobrigos. A conjugação feliz da nossa simpatia natural e da esperada curiosidade dos autóctones, facilitaram a integração mais ou menos discreta na festa. Celebrámos pois a Santa Bárbara nos brindes com águapé e vinho do Porto – que aqui se designa de generoso – de qualidade superior. Obviamente, não podíamos deixar de deixar um modesto contributo à santa para que nos protegesse de raios e tempestades.
Até Santa Marta, não se cansaram nem os pés nem os olhos deliciados com uma paisagem soberba, marcada por imponentes montes e colinas geometricamente pontificadas por filas de videiras. Lá no fundo, bem lá em baixo, corria o Corgo.
Pernoita no Hotel Oásis - nome habitualmente perigoso, mas que não era definitivamente o caso - , boas condições e ainda por cima gerido pela afável D. Adelaide, que também era produtora de vinho e teve a amabilidade de nos oferecer uma garrafinha de branco bem fresca.


Etapa 2 -03/06/2019
Santa Marta de Penaguião – Vila Real
Distância: 21 km
Média: 3.6 km/h

Este troço pode ser descrito em 3 palavras: durinho, durinho, durinho.
Muito raramente em alcatrão, o caminho segue, numa boa parte, por entre vinhedos dispostos em socalcos, obriga a ir muito em plano bastante inclinado até à velha ponte sobre o rio, e, correspondentemente, em plano bastante inclinado desde a velha ponte sobre o rio até ao cume do monte seguinte, e assim (mais ou menos) sucessivamente.
O imponente Marão ria-se como que a relembrar: aqui mandam os que cá estão.

Em Vila Real, corremos a provar os covilhetes na pastelaria Gomes, mas também as cristas de galo e os pitos na Casa Lapão.


Etapa 3 -04/06/2019
Vila Real – Vila Pouca de Aguiar
Distância: 35 km
Média: 4.2 km/h

Logo após o tiro de partida, mal batidas as 6, demos com uma pastelaria já aberta. À cautela, aproveitámos para o mata-bicho. Mas havia um pormenor interessante que tem de ser revelado: na porta ao lado da pastelaria funcionava uma barbearia, igualmente aberta, às 06:15 da manhã.
O percurso é de dificuldade média até Vilarinho de Samardã, complica muito com a descida ao Corgo e a subida íngreme até à antiga estação/apeadeiro homónimo, onde começa uma longa tirada sobre a antiga linha do Corgo, agora transformada em ecopista. À semelhança de outras linhas desactivadas na província de Trás-os-Montes – Tua, Sabor -, a linha do Corgo oferecia uma paisagem de lavar os olhos, com vista para as magestosas e agrestes serranias entre o Alvão e a Padrela. O caminho fácil, sem desnível, foi aproveitado para por a conversa em dia que a dureza do dia anterior não tinha facilitado. O primeiro tema em debate foi, naturalmente, a desactivação da linha do Corgo, tendo-se concluído que, se algum dos caminhantes fosse governante, nunca tal teria sido autorizado, antes pelo contrário, transformar-se-ia aquele linha – e a do Tua e a do Sabor -  num pólo de turismo de excelência.
Nota curiosa para o enorme eucalipto plantado em Vilarinho de Samardã que exibia duas placas comemorativas. Uma indicava que já houve uma época em que plantar um eucalipto justificava placa: o padre Luís Castelo Branco terá, muito provavelmente num ambiente de festa com pompa, circunstância e missa campal, procedido à plantação da mirtácea. A outra placa indicava que Sua Excelência o Primeiro Ministro Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva visitou Vilarinho de Samardã em julho de 1994, e aquele eucalyptus foi considerado suficientemente e bastante digno para registar tal ocorrência.

Etapa 4 -05/06/2019
Vila Pouca de Aguiar – Vidago
Distância: 21 km
Média: 4.3 km/h

Vila Pouca de Aguiar é sede da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago, criada no passado dia 17 de maio do corrente ano de 2019. As placas e sinaléctica novinhas ainda estavam frescas.

Nota muito importante: não foi possível estar presente mas a nossa Confraria consta do rol de associações aderentes.

O caminho prossegue na linha do Corgo, regressando ao seu ambiente “natural” em Sabrosa de Aguiar. Antes, porém, paragem obrigatória em Pedras Salgadas para passeio no parque e “degustação” da famosa água naturalmente gaseificada. A natureza foi simpática para esta região.

Chegada tranquila a Vidago com recolha do passaporte para a rota das fontes no posto de turismo. No hotel Vidago há acesso à “fonte nº 1” onde – na opinião credível dos enfermeiros – a água”sabe a sangue”.


Etapa 5 -06/06/2019
Vidago - Chaves

A primeira metade deste troço é ascendente, a segunda descendente. Caminhou-se em paz até à entrada de Chaves quando uma chuvazita obrigou a usar os impermeáveis. As notícias davam conta de um tal Miguel que traria perturbação atmosférica, mas o dito acabaria por se mostrar muito tímido.

Passeio turístico pela zona histórica da mui antiga cidade de Aquae Flaviae, com direito a degustação da água bicarbonatada nas Caldas de Chaves. Tempo ainda para a foto no marco do km zero da Nacional 2 e, claro, para recolha dos famosos pastéis de Chaves.






















 


2020: Caminho Português Interior 2/3: Chaves – Orense.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

INSTANTÂNEOS - XIX


Desenho: Fernando Micaelo

Um estigma é uma espécie de cicatriz, uma espécie de carimbo, uma espécie de label (perdoe-se o anglicismo) que se associa a uma pessoa, com caracter duradoiro.
A sociedade é pródiga na categorização – em regra acompanhada de uma certa marginalização social - de alcoólicos, drogados, delinquentes, criminosos, ciganos, homossexuais, prostitutas, etc.

O estigma de I. não é nenhum destes.

Com base em alguns episódios – estatisticamente irrelevantes, segundo o próprio – foi-lhe aplicado o carimbo de “esquecido”. Consta que há vários albergues no Camiño com espólio enriquecido por toalhas, calções, cuecas, meias, pijama, t-shirts, e até uma escova de dentes que ele terá deixado ficar para – justifica ele já longe dos sítios – “alguém que precise” (excepção para a escova de dentes).

O carimbo estigmatizante de “distraído” ou de "esquecido" ficou quase irremediavelmente gravado a ferro em brasa nas suas nalgas com a cena ocorrida ali mesmo na Praza Cervantes em Compostela, mais precisamente, no Manolo.

Eis, resumidamente, a história.

Depois de cumprido o caminho Primitivo (desde Lugo) durante os 5 dias anteriores, o dia era para partir de regresso a casa, logo após almoço na Casa Manolo. A manhã, como habitualmente, tinha sido aproveitada para comprar uns regalos para a família e amigos. À conta da meia dúzia de cañas e outros tantos pinchos que ele (e outros) embrulharam nos intervalos das lojas, I. precisou de apressar a chegada ao Manolo a fim de responder aos alertas que o seu organismo lhe enviava insistentemente há algum tempo.

Carregado com 3 sacos contendo 2 pacotes de caprichos de Santiago, uma tarta Santiago, 2 camisetas do Camiño, um botafumeiro em miniatura, uma garrafa de licor de hierbas e uns brincos em azabache, foi-se direitinho aos sanitários, enquanto o grupo se sentava no piso inferior. À saída, já o mundo lhe aparecia com uma cor mais luminosa, reparou que – distraidamente, claro – tinha utilizado as instalações reservadas às damas. Preocupado em evitar qualquer engulho, acelerou o passo para escapar dali e juntar-se ao grupo que já escolhia o prato de primera e de segundo.

Foi já depois de ter degustado os pimientos padrón e a meio da chuleta de ternera grelhada que I. se levanta repentinamente e, com ar consternado, galga a escadaria 3 a 3 degraus, deixando todo o grupo a especular sobre os motivos de tamanha aflição. Reapareceria dois minutos depois, sorrindo, com 3 sacos de compras. Alguém – uma señorita, presume-se – tinha tido a gentileza de os recolher do cubículo sanitário feminino onde os encontrara e entregado a Don Manolo.

Obrigado a contar toda a história, Paula, atenta, não deixou passar o “pormenor”:

- E Don Manolo não disse nada sobre teres utilizado a casa de banho das senhoras?

Aí, I. acabou por confessar que introduzira uma personagem na história, ausente a mais de 500 quilómetros:

- Eu disse-lhe que foi a minha mulher que se tinha esquecido dos sacos.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

INSTANTÂNEOS - XVIII




























 Desenho de Fernando Micaelo

Era Inverno.
E no Inverno da Galiza, a chuva costuma ser um elemento típico.

Saídos de Tui bem cedo com ideias de chegar ao albergue de Redondela a horas de não haver problemas com apanhar leito livre, foi sobretudo a partir de O Porriño que ela, a água, se manifestou particularmente melosa, inundando-nos constantemente a cara de beijos picados.

Depois de uma jornada que a chuva e o frio ajudaram a endurecer, o corpo pede repouso e recuperação, mais ainda perante a perspectiva de dose idêntica para o dia seguinte. Às 10 da noite (deles) a camarata estava a começar a sossegar, inclusivamente, já se conseguia escutar um peregrino a respirar cadenciado, suavemente sonoro para se ouvir mas ainda sem os requisitos mínimos para se classificar de ronco.

O burburinho habitual dos movimentos de adaptação ao colchão foi reduzindo até ao quase silêncio. Os peregrinos reviam caladinhamente a jornada do dia, anteviam a próxima. É esse ambiente morno de calmaria que Xoaquim precisou de quebrar para partilhar:

- Ó meninos, está-se mesmo bem neste saco-cama.

Ninguém contestou.

Transcorridos não mais que 20 segundos de mudez suspensa, ele entendeu que devia reforçar a sensação de conforto que sentia:

- Podeis mesmo acreditar: está-se mesmo quentinho aqui…

Perante a insistência, Daniel fez saber a sua posição:

- Pois! Eu acredito! mas escusas de continuar a publicitar porque não me convences a ir para aí.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

SANTIAGO 2018

Desenho: JM Boieiro

Sob as batutas concertadas dos nossos ilustres Xaime e Xoaquim concretizou-se mais uma incursão em terras galegas, desta vez, em espírito eminentemente turigrino, para aproveitar o feriado que oficialmente comemora a implantação da República em 1910, mas que os defensores da causa monárquica gostam de celebrar como o da nascimento de Portugal por ser também o aniversário da assinatura do Tratado de Zamora em 1143. Ao todo, 26 peregrinos, perdão, turigrinos. As 19 damas esmagavam os 7 vale(n)tes.

Partida em autocarro alugado (é um descanso), ainda escuro, por volta das 5 da madrugada às endireituras de Pontevedra com ideia de agarrar lugar no albergue público. Como habitualmente, para o almoço foi dada orientação para se respeitar o princípio de “leva o teu e come de todos”, mas, sem surpresa, a comprida mesa do albergue foi pequena para a quantidade e variedade de iguarias que apareceram. A farturinha deu para expandir aquele princípio para o jantar e para o desayuno do dia seguinte.

A noite foi árdua para alguns – obviamente esquisitos e betinhos -, que não se dão bem a dormir no mesmo “quarto” com mais 50 almas. Não lhes terá feito mal a experiência de terem passado a noite a apreciarem a sinfonia de tosses finas a cavernosas, de roncos “aviolinados” a “trombónicos”, e mesmo, consta, de flatulências libertadas em brisa suave e em trovão.

Nada que tivesse diminuído o elevado moral para atacar o modesto objectivo de caminhar entre Padrón e Compostela, derradeiro troço do Caminho Português. Em Esclavitud, improvisou-se uma cerimónia ritualística que se usa em Fisterra: a de queimar algo, valendo na mesma o significado simbólico de apagar um estado passado para recomeçar um novo.

Mesmo no final desta cerimónia começou a ocorrer algo de que estes albicatrenses já sentiam saudades: chuva. Nas duas horas seguintes, a água desabou dos céus, por vezes copiosamente, até quase à chegada a Milladoiro, ainda a tempo de tudo secar até à Praza do Obradoiro, que nos recebeu preenchida de gente, mas com um sol radioso.

Pernoita no já conhecido hostel “The last stamp”, ali a 385 passos do Obradoiro, quase a dar para a Praza Cervantes. À noite, depois dos caldos galegos, pinchos de pulpo, rachos, pimientos padrón, tortillas, etc. ainda houve tempo e ânimo para uma modesta contribuição para a movida compostelana com uma queimada “tradicional” com conxuro rezado em colectivo e alta voz, e com um pézinho de dança que animou especialmente quando o disc jokey conseguiu substituir a matraca electrónica espanhola pelos melódicos Toy (toda a noite) e Emanuel (e nós pimba). Aonde nós chegámos! Os compostelanos no estaminé parece que acharam piada ver 20 tugas a bailar com vontade.

No terceiro dia, domingo, a manhã incluiu missa na catedral com direito a botafumeiro e menção especial da nossa presença, pelo ordenante, aos miles de fiéis que enchiam as 4 naves da majestosa catedral de Santiago. As duas torres e fachada para o Obradoiro já se apresentam lavados, mas o pórtico da Glória ainda se mantém encerrado (tudo deve estar a ser programado para o Jacobeo de 2021).

Compras de regalos feitas, almoço na Casa Manolo, regresso a casa, com vontade de voltar.


Desenho: JM Boieiro
Desenho: JM Boieiro
Desenho: JM Boieiro




 Desenho: Paula Marques
 Desenho: Paula Marques
 Desenho: Paula Marques




Para memória futura, caminhantes: Anselmo Cunha, Claudia Vaz, Daniel Almeida, Elsa Rodrigues, Fátima Lucas, Fátima Rebelo, Fernanda Francisco, Fernando Castela, Gena Cabaço, Guida Lucas, Helena Lopes, Isabel Antunes, Jaime Matos, Joaquim Branco, José Manuel Boieiro, Lénia Nunes, Luis Ribeiro, Madalena Cunha, Magda Marrucho, Manuela Gomes, Maria José Rafael, Paula Marques, Paula Silva, Rosa Santos, São Pires, Úna O’Keefe.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

INSTANTÂNEOS - XVII





























Desenho: Fernando Micaelo

Quando se caminha em longas tiradas, numa orografia enrugada como é a da Galiza, as paragens técnicas são momentos apreciados, desde logo, para repor níveis. Nestes nossos globalizados tempos, são igualmente aproveitados para actualizar as redes sociais.

Entre San Román de Retorta e Melide, no Caminho Primitivo, às exigentes subidas seguiam-se não menos exigentes descidas com inclinações de dar cabo de qualquer joelho menos robusto. A mudez aconselhada pela íngreme subida de quase 2 km que acabara de ser vencida transformou-se em tagarelice descontraída à vista da esplanada que nos surgiu a meio de uma pequena descida ladeada por frondosos carvalhos e castanheiros.

Conferido que havia “wifi” disponível, os pequenos aparelhos rectangulares saltaram rapidamente das mochilas e, antes de mais nada, urgente mesmo, era preciso introduzir a senha mágica. Suplicada a dita à senhora dona do estabelecimento, ela respondeu seca e ar sério:

- primeiro toma algo!

Xaime ainda ensaiou que sim senhora nós iriamos pedir bebidas para todos mas se pudesse fazer o favor de adiantar a senha…

- primeiro toma algo!, repetiu ríspida a galega, regressando para dentro a aviar outros clientes.

Algo consternados, não habituados a atitudes deste jaez por parte do bom povo galego, não havia outro remédio senão encomendar as 1906 Reserva e os chupitos de hierbas para ter direito à preciosa senha. Quando a senhora voltou a dar-nos atenção, ouvido o pedido de abastecimento líquido e requerida novamente a senha, ela comunicou, meio divertida:

- primeiro toma algo, todo xunto.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PORTUGAL NASCENTE - Beira Baixa



Numa iniciativa da Associação Via Lusitana, com a parceria da Confraria dos Caminhos e com o apoio logístico da Câmara Municipal de Castelo Branco, estão devidamente marcadas as etapas Vila Velha de Ródão - Amarelos; Amarelos - Castelo Branco; Castelo Branco - Soalheira, do Caminho Interior Português ou Portugal Nascente, que liga Tavira a Santiago de Compostela.

Apresentação em Évora com participação do Presidente da República:
https://www.rtp.pt/…/apresentado-em-evora-novo-percurso-dos…#










Com a "benção" do ilustre Dr João Queiroz e Melo o bordão da Rainha Santa Isabel esteve bem entregue à nossa Paula Marques e Joaquim Branco enquanto andou nos concelhos de Vila Velha de Ródão e Castelo Branco. 
Passagem de testemunho na Sé Concatedral de Castelo Branco - 13/05/2018.